segunda-feira, 30 de setembro de 2013

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LIVRO DIDÁTICO PARA "REVOLUCIONAR" A SOCIEDADE

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Por Profº. Orley José da Silva


Os livros didáticos recomendados pelo Ministério da Educação (MEC) para o ano de 2014 encontram-se nas escolas públicas a fim de que sejam selecionados pelos professores de cada disciplina. Pelo menos nas escolas do município de Goiânia, a escolha tem sido dolorosa para educadores inconformados com a proposta revolucionária de alguns desses livros, que sustenta doutrinamento político, ideológico e de costumes. 

Há neles textos e imagens de propaganda institucional; exaltação de figuras socialistas brasileiras e estrangeiras; promoção do modelo socialista, relativista e sustentável de governar; releitura de períodos econômicos e históricos da nação; sublimação de nomes importantes do Governo; ironia a partido político oposicionista e duvida da capacidade para decidir de membros da oposição. Mesmo que sejam pontuais, sutis ou implícitas, ocorrências assim podem ser tidas como intencionais para formar opinião política, partidária e ideológica a partir da escola.

Nas edições dos últimos anos, valores e símbolos cristãos já vinham perdendo espaço e importância. Mas nos livros para a escola pública do próximo ano, as referências à fé cristã praticamente desaparecem, restando apenas alguns poucos registros das festas do catolicismo popular. Por outro lado, eles ampliam o destaque dado aos aspectos doutrinários e práticos de religiões de matriz africana, bruxaria, esoterismo, além da mitologia, emprestando-lhes status de manifestação cultural e de maneiras alternativas de espiritualidade.

No entanto, a tentativa do MEC de apontar rumos à opinião na escola não é nova. Em abril de 2011, ele quis enviar recursos didáticos voltados à afirmação homossexual para 6.000 escolas de ensino médio. Tratava-se de um estojo composto de três vídeos contando histórias fictícias de relacionamentos amorosos homossexuais, masculinos e femininos, acompanhados de um guia para orientação do professor. Apelidado na época de “kit gay”, o material foi elaborado pela organização não governamental Ecos – Comunicação em Sexualidade, em parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Teoricamente, serviria para combater o preconceito contra a pessoa homossexual na escola, mas foi entendido pelos seus opositores como indutor para a escolha de conduta sexual.

Esse questionamento levantado pelas bancadas católica, evangélica e da família foi levado à presidente Dilma Rousseff que, depois de assistir aos vídeos, vetou a distribuição dos mesmos para as escolas. Um dos argumentos que motivou a decisão dela foi o reconhecimento da necessidade de enfrentar as diversas situações de preconceito na escola, mas com abordagem diferente. Como se tratava de material complementar que não respingava no conteúdo dos livros, não foi difícil para o MEC cumprir a determinação presidencial. Na oportunidade, o ministro Gilberto Carvalho prometeu às representações políticas que, dali em diante, toda edição de material sobre “costumes” passaria antes pelo crivo da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil.  

Mas o MEC ignorou o combinado e fez ressurgir o projeto, no livro didático de 2014. Como se não bastasse, acrescentou o delicado tema da configuração familiar. Desse propósito para a desconstrução do modelo tradicional de família, não escapa nem mesmo o Plano Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) quando apresenta, de maneira lúdica, as novas famílias para crianças com 8 anos de idade. Um dos livros traz cinco gravuras de pares gays masculinos e femininos acompanhados de crianças, comumente misturados à família tradicional. E este mesmo tema é recorrente em livros para as idades subsequentes. Um exemplar para adolescentes de 14 anos oferece dicas ao professor sobre maneiras criativas de auxiliar o aluno na escolha da opção sexual, mudança de nome, e cirurgia para mudança de sexo. O educador é orientado, inclusive, a montar estratégias de convencimento a partir de comportamentos sexuais de pessoas que, através da mídia, são conhecidas do grande público. 

Caso haja nova pressão política e a determinação presidencial se repita, não poderia ser cumprida facilmente com o material didático do próximo ano visto que ele foi cuidadosamente produzido para não sofrer alterações. Isto porque os temas homossexuais e familiares não mais se apresentam separados do conjunto didático, mas se misturam aos conteúdos de algumas disciplinas. Com isso, vale questionar se a quebra da promessa presidencial de não promover padrões de comportamento, ainda mais na escola, sem uma ampla discussão com a sociedade civil organizada foi por conta e risco do MEC ou teve o aval do Planalto.

Ao contrário do que pode pensar o MEC, estas mudanças produzem estranhamento entre os professores. Por mais que ofereça cursos e palestras com a finalidade de convencê-los e/ou convertê-los para essas ideias. É de se esperar que a proporção de educadores contrários e favoráveis à inserção destes temas na educação básica não seja diferente daquela encontrada na população. E, se estes livros são capazes de chocar professores e familiares numa grande cidade, a exemplo de Goiânia, não é difícil imaginar a dimensão do impacto que suas ideologias poderão causar às famílias das pequenas cidades e povoados do interior brasileiro.  

Mas o Governo se propôs a uma revolução e acredita que ela possa ser operada por meio de uma educação que subjetive as pessoas. Deve ser por isso que ele investe no aparelhamento ideológico da escola e da universidade públicas para que elas mesmas se incumbam de promover as mudanças por ele pretendidas na mente da sociedade. Inclusive, o viés de abordagem dos temas transversais que aparece nos livros é uma síntese de pesquisas, congressos, simpósios e seminários da universidade. A tendência é que os livros didáticos para a escola pública, que são recomendados pelo MEC, sirvam de parâmetro para o mercado editorial como um todo e alcance também as escolas particulares, inclusive as confessionais. Isto porque o milionário mercado dos livros didáticos e paradidáticos vive ao sabor das conveniências, mesmo que elas movimentem a sociedade para lugares estranhos.

Veja imagens dos livros didáticos aqui

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- Sobre o autor: Orley José da Silva é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em ministério (SPRBC). e-mail: proforleyjose@gmail.com 
Fonte: Bereianos

domingo, 29 de setembro de 2013

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Sou crente, protestante, evangélico, gospel ou cristão. ES a questão.



Sou crente, protestante, evangélico, gospel ou cristão. ES a questão.
Ao longo do tempo fomos denominados de vários codinomes para que pudéssemos ser identificados pelos demais. No entanto esses rótulos foram pesando e não peso colocado pelos demais e sim por nós mesmos.  Fomos colocando dogmas, regras, trejeitos, ações, em fim, uma infinidade de atos que aparentemente para os ditos crentes, gospel ou como queiram chamar, nos aproximaria de Deus. Na verdade todas essas ações só nos distanciam do não cristão, e pior, nos distanciam de Deus.
Infelizmente não é difícil de você ver vários indivíduos com comportamento altamente religioso, se achando o ungido dizendo sempre os mesmos bordões do tipo: não sente na roda dos escarnecedores, ou reprovando N condutas dizendo que as coisas de Deus são com ordem e decência. Indivíduos como esses que fazem pessoas ter raiva dos evangélicos.
Na realidade são pessoas assim que formam uma ideia de que ser cristão é ser chato, quadrado, antiquado, inflexível, entre outros  adjetivos que não favorecem nem  um pouco para nossa imagem perante os não cristãos.
O que eu acredito é que nossos falíveis modos de fazer e dizer o que é certo estão longe, mais muito longe dos pensamentos do nosso Deus, além do mais, tudo que podemos ver e tocar  nesse plano está muito distante do nosso Deus,  e isso nos inclui também, pois nós estamos nesse plano, a única coisa que nos aproxima dele todo mundo já sabe que é o CRISTO JESUS.
Não podemos continuar a manter esses dogmas, está na hora de derrubar muros e construir pontes para que possamos fazer a vontade do nosso Deus que é  amar ao próximo. Vamos deixar codinomes de lado, pois nossa filiação vem do alto e do alto é que vem a resposta para nós, essa resposta é: que tu és filho sem nenhum porque, apenas porque ele nos amou.  E então a partir daí não teremos que carregar nenhum peso em ser cristão, pois com Jesus o fardo é leve. E além de tudo teremos o privilegio de ser reconhecido por filhos de Deus até pelos que nos odeiam, e não pelos nossos atos, mas sim pela graça do Deus vivo em nós, amém!
Logo abaixo segue um breve poema para refletir.
O que eu não quero
Não quero só canções de liberdade
Nem tão pouco, gritos de rebeldia
Quero que vidas vivam a felicidade
Que nossa ideologia propicia

Correntes psicológicas são lançadas a todo instante
Tais quais tão invasivas, raízes penetrantes
Aprisionam sua mente de forma tão intrigante.

Não pense que é loucura
Nadar contra a corrente
Nem mesmo ir de encontro a inimigos
Tão eloquentes.

Não quero só canções de liberdade
Nem tão pouco, gritos de rebeldia
Quero que entendam de verdade
Que a felicidade deve ser vivida com voracidade
E não de maneira fria.

texto de Pollyan Soares, apenas mais um querendo fazer o bem que não consegue.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

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A POESIA DE DEUS

Deus1Espanta-me muitas vezes a forma como certos cristãos falam sobre Deus e as coisas pertinentes a ele. Usam de uma frieza e de uma dureza que me soam como se o Senhor fosse alguém destituído de sensibilidade, de afetos, de amor. Tratam do evangelho como um martelo de ferro batendo em rocha dura, passando a imagem de que o Criador é alguém frio e calculista, como um daqueles vilões de filmes de Chuck Norris, que matam impassíveis montes de pessoas sem mexer um músculo do rosto. Um Deus de pedra. Um Deus estátua-de-gelo, com peito oco e alheio a toda forma de sensibilidade. Gosto de ver o Senhor como um poeta. Não por fazer poetismos melosos e sem função, mas por ter atributos típicos dos poetas: sua grande veia artística, seu enorme coração, sua capacidade de ver beleza onde há aridez, sua habilidade de transformar realidades difíceis em palavras expressivas, e seu amor sem fim – expresso em sua graça, em sua misericórdia, em sua compaixão.

Quando me lembro que Deus foi quem soprou cada uma das palavras dos Salmos no coração e na mente dos salmistas me encanto com seu espírito criativo. Quando me recordo que de seu interior nasceu o Cântico dos Cânticos e aquelas porções da Bíblia que os teólogos gélidos preferem esquecer que existem vejo um ser que pulsa em emoção. Quando leio que Jesus curava os enfermos “movido por íntima compaixão”, enxergo um Cristo mais amoroso do que os poetas mais parnasianos. O mesmo Jesus que chorou ao ter sua sensibilidade entranhavelmente abalada pela dor dos amigos do Lázaro morto, incapaz de permanecer alheio ao sofrimento dos que amava, mesmo sabendo que traria o defunto de volta da morte. Poetas são assim: choram com muita frequência.

Deus2Aliás, por falar de amor, fico profundamente comovido ao ler que o Todo-poderoso nos enviou o Filho pelo fato de nos ter amado. E não amado de um modo qualquer. Amado… “de tal maneira”. Ou seja: amou de forma rasgada, desbragada, entregue e devotada. Meu irmão, minha irmã, nós, que fomos resgatados pela graça e o amor do Senhor, somos a sua poesia. Ele nos compôs impulsionado pelo amor mais extraordinário já visto. Como as linhas de uma canção de amor, nascemos de sua inspiração, fomos idealizados em sua mente e acabamos concretizados como as palavras mais lindas do Verbo que se fez carne e que, de poeta, se faz poesia.

Deus sente. Deus sente, meu irmão, minha irmã. Que lamentável é vermos quem enxergue o Senhor de modo tão estático, frio e impassível como uma estátua. Em outras palavras, como um ídolo de barro.

Encanta-me saber que Jesus mandou que olhássemos para as flores quando quis falar do cuidado de Deus com nossas necessidades. Ele não teceu um tratado teológico cheio de notas se rodapé, paradigmas, cosmovisões, tabelas e gráficos explicativos. Simplesmente mandou que olhássemos para os lírios do campo. Que extraordinário! Profundas realidades espirituais em forma de poesia. “Você está preocupado? Olhe para as flores…”, disse o Mestre, com a simplicidade de um soneto.
Deus3
Louvo a Deus por, ao nos fazer à sua imagem e semelhança, ter posto em nós lascas do gigantesco Espírito poético que ele tem. Porque a poesia não é um atributo de origem humana e seria muita petulância achar isso. O que temos de sensibilidade e arte é uma tênue reprodução daquilo que pulsa no coração do Senhor. A Bíblia que eu leio me mostra um Deus poeta. Sensível. Criador. Criativo. Amante da beleza. Artístico. E que fez questão de inserir muita poesia na sua Palavra revelada, no livro que revela sua essência – acredito eu que para revelar que no Senhor há poesia. Caso contrário, qual seria a função de haver poesia na Bíblia?

Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir. De me encantar. De ver beleza. De chorar ante uma flor, ante uma música, ante o sofrimento de um irmão. Obrigado, Senhor, por ter-se revelado esse poeta tão magnífico. E obrigado, acima de tudo, pela poesia da cruz: dois riscos que se cruzam e trazem na sua interseção um coração sangrando de tanto amar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício
Fonte: Blog Apenas

Nota do Blogueiro: Esse texto me levou a essa linda canção, fazendo me mais uma vez contemplar o Poeta em sua criação.



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Isaque Pedro



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

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O amor é um verbo!


           



                 Uma canção internacional diz que "o amor não é uma coisa, o amor é um verbo!"... Hoje em dia o real sentido do amor deixou de ser uma ação para ser um substantivo... substantivo simples, comum... tudo que o amor não deve ser considerado! Essa mudança de valores me faz lembrar o que a palavra de Deus diz em Mateus 24:12, "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.". E a mesma palavra diz "Ninguém tem amor maior do que este: de dar a própria vida em favor dos seus amigos." (Jo 15:13). O amor é um verbo! O amor é dar a sua vida em favor de alguém... foi isso que o nosso Senhor Jesus fez, por mim e por você! "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Rm. 5:8).
                 O apóstolo Paulo orava para que o amor entre os filipenses aumentasse mais e mais (Fl. 1:9). De acordo com Paulo, o amor cristão leva a um aumento do nível de conhecimento, percepção e discernimento, até levar a um comportamento que é "sincero e inculpável" (Fl. 1:10) e tudo isso leva ao fruto de justiça, para a glória e louvor de Deus (Fl. 1:11).
                  Portanto, meus queridos, é preciso andar em amor (Ef.5:2), pois devemos ser imitadores de Cristo! Ele nos amou primeiro! E amar é mandamento! Amor é um verbo!

                  "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos." (I Jo. 3:16)

                  Demonstre seu amor!
                  E não esqueça... o amor é um verbo!



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Texto de Isabelle Albuquerque, colaboradora da UMP.

P.S.: Não esquecendo que o hoje é o aniversário do nosso querido amigo e presidente da UMP Guarabira, Tonny! Meu irmão... que Deus continue te abençoando!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

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Doentes, Feridos, porém Mais que vencedores

mais q vencedorPor Antognoni Misael

A marca mais relevante na vida de um cristão deve ser o amor. Dentre tantas convicções religiosas ou filosóficas não há nada mais encantador do que a capacidade de amar. No entanto, nós cristãos temos desaprendido o valor e o significado do amor e as suas contingências. Isto por que o verdadeiro amor está “linkado” ao exercício do perdão. Se não perdoamos, é porque não soubemos amar, nem tampouco temos compreendido com clareza esse amor perfeito demonstrado na cruz por nós.

Falamos de graça de Deus e dificilmente nos tratamos como miseráveis pecadores. Elencamo-nos como servos de Deus, mas odiamos quando alguém nos trata com sinais de subserviência. Dizemos que um dia fomos filhos da ira, mas nos iramos com um pobre ímpio desprovido do novo nascimento por não compreender a nossa fé e até com os irmãos que dizemos também amar.

Falamos que somos os ‘piores dos pecadores’, mas não admitimos sequer os pecados morais e de conduta confessados pelo nosso próximo, nem tampouco temos a coragem de revelar os nossos espinhos na carne– eis a situação em que a ferocidade do nosso “lado animal", quando em ensejos perniciosos nos vestimos com a “capa de justiceiros” e apedrejamos os que por “azar religioso” têm seus erros expostos na “praça de nossa comunidade institucional”, sejam eles efeminados, adúlteros, destemperados, mentirosos, caluniadores, fornicadores, vaidosos, avarentos, orgulhosos ... Algo muito parecido conosco não é?

Se tudo que mencionei acima não ocorre de fato, perdoem-me, devo ter me embriagado com o vício do autoexame, ou o vinho pegou...

Mas tristemente começo a vislumbrar algumas "moscas" que se alimentam de nossas feridas existenciais e sobrevoam por fora de nossas vestes. Elas pousam por cima de nossas capas denominacionais, pois sabem que por baixo há feridas. Ah, quantas feridas vejo...

Então começo a notar que nem de perto estamos vivendo a Graça, pois em muitos casos, ainda agimos como escravos de nossa religiosidade. Note, até teologizamos bem, mas Graça falada e não vivida é Graça morta!

Tristemente não nos vemos como 'iguais' diante de Deus e insistimos em estabelecer hierarquias espirituais; não nos tratamos como miseráveis pecadores e a cada dia que passa, tornamos a compaixão extinta no meio de nós. Do contrário, ainda recriamos nossos próprios altares; elegemos nossos “santos” líderes, realizamos as nossas “romarias de cura”, “bênçãos” e “prosperidade”, ou, sendo menos herético ( talvez), vestimos a roupa de Calvino antes de vivermos Jesus. Mesquinhamente agimos com partidarismo, orgulho, egoísmo...

Enquanto isso, damos brados de vitória ante a nossa melancólica demonstração de vida com Deus, ao mesmo tempo em que exaltamos os nossos famosos pregadores ou artistas (inclusive gospel) , como se nestes todas as nossas imprudências fossem sanadas na utópica sensação de sermos representados por eles; todavia, o que mais me dói, é que ignoramos os que dão suas vidas nos campos missionários mais hostis que se possa imaginar. Estes sim, deveriam ser mais de perto os nossos referenciais de vida cristã prática e piedosa.

Então, paradoxalmente vejo os nossos templos lotados com centenas de pessoas atraídas por métodos carnais, edificações caríssimas repletas de carros de luxo congestionando o estacionamento, irmãos e irmãs ostentando suas roupas de marca e cabelos industrializados, grupos de música e dança fazendo seus show’s de pirotecnia humanista e pregadores oferecendo Deus como uma mercadoria. E nós... no meio desta engrenagem, como que surtando por não saber onde resetar este projeto chamado “igreja”.

Reconheçamos, estamos doentes.

Dos neopentecostais aos reformados; dos contempladores aos mais agitados, dos calvinistas aos arminianos, estamos doentes...

Doentes estamos e assim continuaremos porque não conversamos abertamente sobre nossas feridas... Disputamos a olimpíada teológica de quem tem a melhor sistemática, hermenêutica ou exegese. E diante desta anomalia restam-nos ainda as tristes confecções de listas de obrigações religiosas que se por acaso não cumpridas pode acarretar (segundo os fiscais da lei) em uma nota baixa emitida por Deus em relação nós (loucura sagaz religiosa). Logo, acentuamos nosso status de doentes com sorriso farisaico, porém levando um peso que certamente não nos redundará em conhecer mais de perto a Graça de Deus (pois parte deles ainda amam a Lei e odeiam a Graça).

Por isso vejo as "moscas" que ainda rodeiam as feridas abertas do irmão viciado em pornografia; as que rodeiam as feridas abertas do irmão atraído compulsivamente pelos seus bens e riquezas; as que rodeiam as feridas abertas do pastor que trai a sua esposa de forma dissimulada; as que rodeiam as feridas abertas da irmãzinha que idolatra o seu corpo, fornica frequentemente e ainda canta no louvor sob ministrações de arrepiar. Vejo as moscas rodeando as feridas abertas do irmão que nunca conseguiu perdoar seus pais por terem tentado aborta-lo na infância; as que rodeiam as feridas abertas de muitos irmãos que, com ternos ou paletós se enganam em seus tratamentos suntuosos com a sociedade, mas que no fundo se desesperam por não terem sua mesa repleta de paz e comunhão com os filhos.

Caso você considere esta confissão e desabafo, ore comigo também. Declare a nossa falência espiritual para que a Graça de Deus seja abundante em nossas feridas. Não relute, pois é assim que faremos valer a glória de declarar quem realmente somos: doentes, feridos, porém mais que vencedores.

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Antognoni Misael, cada vez mais apaixonado pela Graça de Deus. BLogueiro da UMP Guarabira.
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O PRECIOSO DEVER DE ORAR

A bíblia encontra-se repleta de textos sobre a oração, o seu poder e os seus resultados no meio do povo de Deus. Rapidamente vêm em nossa mente as palavras de Cristo nos ensinando a orar no sermão do monte (Mt 6:9-13). Também nos recordamos que os cristãos primitivos perseveravam unanimemente em orações e súplicas (Atos 1:14) e que é nosso dever orar sem cessar(1 Ts 5:17). Que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5:16b). Sabemos ainda que a oração era realizada por Cristo Jesus frequentemente, pois isto lhe era essencial como homem aqui na terra. Observamos a oração na vida de Daniel e rapidamente ficamos maravilhados com a qualidade de vida que ele possuía. Notamos que a oração é característica de grandes homens de Deus e que através dela nos aproximamos a cada dia do Pai.

Gostaria apenas que refletíssemos rapidamente em três pontos que me falaram ao coração quando meditava sobre a oração.

1 – O que estamos pedindo?

Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”
Tiago 4:2-3

Este trecho das escrituras nos impacta, pois quando paramos para refletir observamos que muitas vezes pedimos para nossos próprios interesses. Que do contrário, possamos orar ao Pai para que a vontade dEle seja feita em nossas vidas. Que os Seus interesses sejam implantados em nós. Que os nossos pedidos possam louvá-Lo e exaltá-Lo.

2 – Perseverar em oração!

“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?”
Lucas 18:1-7

“Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister.”
Lucas 11:5-8

Muito interessante que ambos os textos acima, expressam um chamamento de Cristo a oração. Em outras palavras Ele diz: Insistam! Insistam! A viúva insistiu e um juiz, mesmo sendo injusto, atendeu ao seu pedido. Da mesma forma um amigo em sua insistência, mesmo tendo em sua frente à porta já fechada e ouvindo a voz vinda de dentro da casa dizendo que não dava mais para levantar-se e lhe ajudar, insistiu, e desta forma conseguiu o que precisava. Então Jesus conclui dizendo:

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.”
Lucas 11:9-10

3 – Façamos com fé

“Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá.”
Marcos 11:24

Que possamos fazê-la com fé, sem a qual é impossível agradar a Deus.

Que possamos refletir sobre tudo isto! Que busquemos uma vida de maior intimidade com o nosso Deus através da oração. Que perseveremos nela, com ação de graça (Cl 4:2). Que o falar com Deus seja intrínseco a nossa vida e o façamos em todo momento.




Que o Senhor nos abençoe!

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Texto de Rhadamés Moura, membro da UMP - Guarabira.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

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Cuidado com o que Posta!

facebook-pagina
Depois de ver fotos de amigas de seus filhos na internet e ficar chocada com o fato delas serem tão provocativas, uma mãe escreveu uma carta muito sábia para todas as garotas por aí na internet. Leia o seu post original abaixo:

Carta de uma mãe preocupada para garotas adolescentes

Queridas garotas,

Tenho algumas informações que talvez interessem a vocês. Ontem a noite, como de costume, minha família sentou na sala de jantar e deu uma olhada nas fotos de verão postadas nas redes sociais.

Temos filhos adolescentes, então naturalmente havia uma boa quantidade de fotos de vocês, queridas moças, para observar. Uau – você com certeza tirou um monte de fotos com seus micro pijamas [ou como a gente chama em português, baby dolls] este verão! E seus quartos são tão bonitos…

Nossa filha de oito anos foi quem prestou atenção nisso, porque com três irmãos mais velhos cujos quartos cheiram como queijo velho, ela percebe detalhes femininos como esse.

Eu acho que os garotos perceberam outras coisas. Por exemplo, parece que você não estava usando sutiã…

Eu entendo – você está no seu quarto, se aprontando pra dormir, certo? Mas não posso deixar de notar a pose de modelo, as costas arqueadas, e a boca fazendo um biquinho sensual. O que aconteceu? Nenhuma dessas posturas é uma postura natural de quem está indo tirar um cochilo.

Então, aqui está algo que considero importante você saber: Se você é amiga no Facebook, Instagram ou Twitter de algum filho da família Hall, então você é amiga da família Hall inteira. Por favor, saiba que nós gostamos muito de nos manter conectados com você desta maneira! Amamos ver as coisas através de suas lentes únicas e coloridas – você é cheia de idéias, e com frequência muito, muito engraçada.

E é isso que faz sua foto mais recente ser bastante infeliz.

Esta postagem não reflete quem você é de maneira nenhuma! Achamos você linda, interessante e muito inteligente. Mas tivemos que nos encolher e questionar o que você estava tentando fazer ao postar aquela foto…Quem você está tentando alcançar? O que você está tentando dizer?

E agora – que decepção – teremos que bloquear as suas postagens.

A razão pela qual temos estas (muitas vezes constrangedoras) conversas de família em volta da mesa é porque nos preocupamos com nossos filhos, assim como sabemos que seus pais se preocupam com você.

Eu sei que sua família não ficaria encantada com a ideia de meus meninos adolescentes a verem com o corpo coberto apenas por uma toalha de banho. Você sabia que uma vez que um homem vê um corpo em estado de nudez, ele não consegue deletar a imagem rapidamente? Você não quer que os nossos meninos pensem em você apenas de modo sexual, não é?

Nós também não. Acredito que nós todos somos mais do que isso.

E assim, em nossa casa, não há segundas chances para fotos como essas, querida. Temos uma política de tolerância zero. Eu sei, pode parecer careta… Mas se você quiser permanecer como amiga de nossos filhos na internet, deve manter seu corpo coberto e suas postagens decentes. Se você postar uma foto pessoal sexy (você sabe do que estou falando), ou um vídeo inapropriado do Youtube – mesmo que apenas uma vez – já era.

Eu sei que soa antiquado, mas queremos educar homens com um forte senso de moral, e homens de integridade não ficam olhando fotos de garotas do ensino médio seminuas.

Todo dia oro pelas mulheres a quem meus filhos vão amar. Espero que eles sejam atraídos por mulheres verdadeiramente belas, o tipo de mulher que os fará pessoas melhores no fim das contas. Também oro para que meus filhos sejam dignos deste tipo de mulher, que eles sejam pacientes e ajam com honra enquanto esperam por ela.

Meninas, ainda não é tarde demais! Se você acha que fez alguma besteira na internet (todos nós fazemos, não entre em crise… eu mesma ainda faço!), CORRA para a sua conta e delete aquelas fotos tiradas em seu quarto que tornam tão fácil para seus amigos vê-la apenas em uma dimensão.

Pode confiar em mim! Existem rapazes lá fora esperando e ansiando por mulheres de caráter. Alguns homens estão lutando a batalha diária morro acima para manter suas mentes puras e seus pensamentos dignos de louvor, bem assim como você.

Você está se tornando uma verdadeira beleza, por dentro e por fora.

Então aja como ela, fale como ela, poste como ela.

Sra. Hall.

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Tradução – Lindsei Lansky

Via – Talita Ferreira 

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Postado Por Antognoni Misael. Fonte: Blog JulimaCastro